Prof. João Rolim de Sena[1]
A sociedade brasileira em particular, vive na contemporaneidade profundas transformações, especialmente no que concerne aos avanços tecnológicos. São essas novidades tecnológicas que estão possibilitando ao cidadão ter acesso a um grande leque de informações, cuja velocidade de atualização dos dados, segue quase o mesmo ritmo da produção dos conteúdos.
Dessa forma, na atualidade cabe à escola e ao cidadão construir saberes novos, de modo que seja possível ter acesso a esses meios tecnológicos em ambientes diversos e que todos possam usá-los de forma correta e com o objetivo de tornar a vida em sociedade cada vez melhor.
Sendo assim, à escola cabe a responsabilidade de utilizar esses meios como uma ferramenta pedagógica e de forma lúdica, visando facilitar a construção de conhecimentos para uma geração que exigirá mais agilidade na circulação pela internet de informações com destino e objetivos diversificados e numa quantidade difícil de calcular.
Para tanto, são exigidos do ser humano e das instituições de ensino em todo o país, uma nova metodologia de ensino. Isso levará os educadores a adotarem uma nova postura diante dos antigos métodos, que deixam de existir para dar lugar a uma postura mais ativa e menos passiva. Isso levará os estudantes a vivenciarem uma aprendizagem mais efetiva, libertadora e transformadora.
É importante destacar a necessidade de a equipe pedagógica efetuar um bom planejamento e escolher com responsabilidade e cuidado, as ferramentas que serão utilizadas nas aulas com o uso da tecnologia. Entende-se, que a escolha bem feita das ferramentas, é que vai atender os objetivos traçados para a melhoria do processo de ensino e de aprendizagem dos educandos.
Destaque-se, que os professores e as demais pessoas que atuam na formação das crianças e jovens, devem participar com mais frequência de formações continuadas, voltadas para o aperfeiçoamento da sua prática em sala de aula e no âmbito escolar. Segundo Pedro Demo (2012) “é preciso um curso grande, intensivo, especialização, voltar para a universidade, de maneira que o professor se reconstrua”.
Já Farias (2012) observa que
Na aurora do século XXI, necessitam os professores estar preparados para interagir com uma geração mais atualizada e mais informada, porque os modernos meios de comunicação, liderados pela internet, permitem o acesso instantâneo à informação e os alunos têm mais facilidade para buscar conhecimento por meio da tecnologia colocada à sua disposição”.
Considera-se imperativo destacar a necessidade da oferta de formação continuada – como política pública – que envolva todos os profissionais que atuam no âmbito escolar: diretores, coordenadores, secretários escolares, professores, porteiros, merendeiras, auxiliares de serviços gerais etc. Compreende-se que esses profissionais são educadores e precisam ser preparados para atuar como tal.
Portanto, é importante que o professor em particular, adote uma nova postura quanto ao ato de educar, refazendo sua metodologia durante o processo de ensino e da aprendizagem dos seus alunos. A ele cabe levar os estudantes à adquirirem a capacidade de construção e reconstrução de novos saberes, de modo que possam promover transformações no meio em que residem. Isso só será possível com saberes que os levem à criticidade e a politização. Afinal de contas, vive-se a sociedade da informação, onde o uso das tecnologias torna-se fundamentalmente decisivo.
BIBLIOGRAFIA
FARIAS, Elaine Turk. O professor e as novas tecnologias. [online]. Disponível em: <http://aprendentes.pbworks.com/prof_e_tecnol_5[1].pdf>. Acesso em18 de set. de 2012.
LEITE, Joana Rodrigues Moreira. Os desafios da linguagem no século XXI – Pedro Demo. [online]. Disponível em: < http://linguagemtecdigital.blogspot.com.br/2011/04/os-desafios-da-linguagem-no-seculo-xxi.html >. Acesso em: 18 de set. 2012.
[1] Graduado em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), através do Centro de Educação, Ciências e Tecnologia da Região dos Inhamuns (CECITEC)
